domingo, 17 de abril de 2011

Corre, só corre

Eu o olho
Ele impiedosamente se move
A escolha está a um passo
Mas o tempo, deliberadamente, corre
As opções me devoram
Minh’alma discorre
Num tic-tac uniforme, o tempo
Ele corre.
No avançar dos minutos
Me vejo no fim do mundo
Enquanto todos aguardam
Eu me mover num segundo.
Sigo.
Os ponteiros disparam,
As horas se passam,
O relógio trabalha
Enquanto ele corre,
Só corre
O tempo...
Me socorre.


Por: Ilka Souza

(Primeiro poema que eu entreguei na aula de prática I, no curso de letras da UPE...há poucos dias)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Alívio

Aceite!
Vá!
Faça!
Tente!
Minha cabeça ninguém entende.
Enfim,
Eu digo:
- NÃO!
Aaah!
É um alívio.




Por: Ilka Souza

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

sete de fevereiro de dois mil e onze.

Sabe o que é melhor do que lembrar momentos bons?

Repeti-los.

Principalmente quando se trata dos amigos.

Podemos viver dias sombrios, fases inacreditavelmente infelizes e perdidas, mas quando se tem ao lado o sorriso daqueles que te querem bem, tudo se transforma.

Conversas, fotos, fofocas, comilança, sorrisinhos e muito BLÁ BLÁ BLÁ... Todo mundo precisa disso uma vez na vida, nem que seja anualmente. Acho que isso impede que nos afastemos do que nos faz tão bem pelo simples comodismo da preguiça e ocupação (tá não é tão simples assim, admito), mas é algo que pode ser contornado, principalmente quando estamos perto de vivenciar novas e desconhecidas fases em nossas vidas.

Dias como estes nos fazem dormir felizes e agradecer cada vez mais à vida, por tudo o que fomos, somos e seremos, e principalmente às pessoas que fazem de cada uma destas fases tão especial.

Passamos um dia de “turista” em nossa cidade mãe, afinal, todo Recifense é um eterno turista em suas origens!


Por: Ilka Souza

sábado, 15 de janeiro de 2011

O meu sossego não se manifesta

Minha falta de vontade não se distrai.

Queria poder sorrir internamente,

Já que o externo se tornou comum demais.


Por: Ilka Souza

domingo, 28 de novembro de 2010

Decepção.DOC

Alegria, ansiedade, idealização...
Tudo isso precedeu os momentos em que eu me deslocava à Livraria Saraiva.
Conseguir uma foto com meu ídolo, dar um abraço, perceber que ele é de carne e osso assim como eu, dizer o quanto eu o admiro e o prestigio.

Isso estava tão perto de acontecer.

Eu estava no mesmo lugar que ele, separados apenas por uma fila (diga-se de passagem, enorme), e o vidro do auditório.
Mas eu tinha ido para conseguir, não importava o que viesse a enfrentar.

As horas se passaram, e eu me vi duas horas em pé, com CD e câmera nas mãos...

Chega um dos organizadores e anuncia que as fotos passarão a ser feitas em grupos, por mim tudo bem, tinha ido com uma amiga mesmo.
Os minutos se passam e o indivíduo retorna, anunciando que teríamos que escolher entre fotos ou autógrafos, por causa do tempo. Tudo bem, ainda assim eu chegaria perto dele.
Da próxima vez que ele apareceu já disse que só viriam fotos, o que irritou bastante minha amiga, que desejava um autógrafo.

Enfim, minha esperança demora um pouco a se tocar, portanto ela ainda permanecia em mim.

Até que,

Na ultima vez em que aparecera, o encarregado da produção acabou com a nossa alegria:

-Lenine vai embora, o vôo adiantou.

Como assim Brasil, o vôo adiantou?!

Toda a ansiedade que tomava conta de mim durante a semana se transformou numa profunda decepção e tristeza.
Ainda cheguei a vê-lo, bem na minha frente (educadamente desculpando- se com o público), mas logo os flashes tomaram conta e ele desapareceu em meio à multidão.

Não abracei meu GALEGO,
Só me resta escutar o CD novo que adquiri!
Na próxima vez eu consigo...
Há se consigo!

Por: Ilka Souza

(Créditos a Mariane Monteiro, que me acompanhou nessa triste jornada e sugeriu o título do post).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

medo.

Medo de sorrir,
Medo de amar,

De correr atrás dos sonhos,

Começar,
Recomeçar.

Medo do futuro presente,

Do que está adiante,
Do que não se pode adivinhar.

O que me espera?

Solução,
Realização ou
Decepção?

Suponho que, para começar,
Basta-me a idealização.

Por: Ilka souza

(Imagem: O Grito, de Edvard Munch)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não há palavras!

Já se passaram três dias e ainda não me recuperei totalmente do show ocorrido no dia quinze de outubro de dois mil e dez.
Como assim passou tão rápido? Foram meses e meses de idealização.
A sensação de ter estado lá não cabe em palavras. A energia que se passou entre banda e público foi tão contagiante que, se houvesse alguém que não fosse fã por lá, se tornaria na hora.
Sim, passei três horas, ou mais, em pé. Sim, o show terminou rápido demais para o que eu esperava, e sim, eles não tocaram todas as músicas que eu planejava, mas...
EU FUI AO SHOW DOS LOS HERMANOS,
eu estava Lá!
E isto supera qualquer crítica ou o que quer que seja que tenha acontecido.
Eu senti de perto o que eu só pude sentir, em parcelas, quando ouvia um cd ou assistia a algum dvd.
Eu pude sentir as letras e os arranjos percorrerem a minha pele, enquanto de olhos fechados cantava as músicas, emendando no coro daquele público apaixonado.
Los Hermanos, Recife ama vocês...
eu amo vocês.


Vídeo: A Flor

http://www.youtube.com/watch?v=AJALuKYRyPY

Por: Ilka Souza

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

De meses a dias!

Canta que é no canto que eu vou chegar

Canta o teu encanto que é pra me encantar

Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você

Que explique a minha paz

Tristeza nunca mais



Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão

Nessa espera o mundo gira em linhas tortas

Abre essa janela, a primavera quer entrar

Pra fazer da nossa voz uma só nota(...)

Minha ansiedade é tão grande que ainda não consegui expressar em palavras próprias, portanto, a música acima 'Casa Pré- Fabricada', fala um pouquinho de mim.



15 de outubro de 2010, Los Hermanos retornará ao Recife.

Por: Ilka Souza

domingo, 10 de outubro de 2010

Luto

A dor repentina provoca diferentes reações.


Podemos estar em nosso lugar preferido e não conter as lágrimas, procurar pernas para manter- se em pé, desejar por tudo o que é mais sagrado ter alguém ao nosso lado e que tudo não passe apenas de um sonho.

Ao mesmo tempo, queremos sumir do mundo, estar sozinhos e ficar obtusos sobre tudo o que nos rodeia.

Um momento de diversão nos faz rir, faz esquecer tudo o que aflige a alma.

Um momento de solidão faz chorar, trás lembranças de tudo o que já passou.

Contudo, estando em momentos tão distintos sempre queremos o contrário:

Quando acompanhados, rodeados pelas pessoas que querem nos ver sorrir, desejamos estar sós.

Já quando a solidão se anuncia, aquelas pessoas seriam bem vindas, e como seriam.

Há dor bipolar...

Por que não me abandonas?!

(f)

Por: Ilka Souza

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Relógio

4.




Quando por algum motivo

a roda de água se rompe,

outra máquina se escuta:

agora, de dentro do homem;



outra máquina de dentro,

imediata, a reveza,

soando nas veias, no fundo

de poça no corpo, imersa.



Então se sente que o som

da máquina, ora interior,

nada possui de passivo,

de roda de água: é motor;



se descobre nele o afogo

de quem, ao fazer, se esforça,

e que ele, dentro, afinal,

revela vontade própria,



incapaz, agora, dentro,

de ainda disfarçar que nasce

daquela bomba motor

(coração, noutra linguagem)



que, sem nenhum coração,

vive a esgotar, gota a gota,

o que o homem, de reserva,

possa ter na íntima poça.

João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina)

Lágrimas

Pena que lágrimas não suprem cada veia que pulsa de raiva em meu corpo,

Pena que lágrimas não me mostram uma solução para mudar tudo o que há de errado na minha vida.

Se essas lágrimas nos pudessem fazer desaparecer,

Talvez nem ter nascido...

Elas bem que poderiam ser úteis.

Se elas suprissem essa vontade de gritar e de mandar para lugares indevidos pessoas que, mesmo alegando nos amar, nos ferem, constrangem e nos forçam a ficar inclusos dentro de nós mesmos,

Há, eu me dissolveria em lágrimas.


Por: Ilka Souza