Sabe o que é melhor do que lembrar momentos bons?
Repeti-los.
Principalmente quando se trata dos amigos.
Podemos viver dias sombrios, fases inacreditavelmente infelizes e perdidas, mas quando se tem ao lado o sorriso daqueles que te querem bem, tudo se transforma.
Conversas, fotos, fofocas, comilança, sorrisinhos e muito BLÁ BLÁ BLÁ... Todo mundo precisa disso uma vez na vida, nem que seja anualmente. Acho que isso impede que nos afastemos do que nos faz tão bem pelo simples comodismo da preguiça e ocupação (tá não é tão simples assim, admito), mas é algo que pode ser contornado, principalmente quando estamos perto de vivenciar novas e desconhecidas fases em nossas vidas.
Dias como estes nos fazem dormir felizes e agradecer cada vez mais à vida, por tudo o que fomos, somos e seremos, e principalmente às pessoas que fazem de cada uma destas fases tão especial.
Passamos um dia de “turista” em nossa cidade mãe, afinal, todo Recifense é um eterno turista em suas origens!
Por: Ilka Souza
"É uma necessidade conversar com os poetas. E se os poetas morrerem, procurarei os mortos, as flores do mal que estão na minha estante". Pagu
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
domingo, 28 de novembro de 2010
Decepção.DOC
Tudo isso precedeu os momentos em que eu me deslocava à Livraria Saraiva.
Conseguir uma foto com meu ídolo, dar um abraço, perceber que ele é de carne e osso assim como eu, dizer o quanto eu o admiro e o prestigio.
Isso estava tão perto de acontecer.
Eu estava no mesmo lugar que ele, separados apenas por uma fila (diga-se de passagem, enorme), e o vidro do auditório.
Mas eu tinha ido para conseguir, não importava o que viesse a enfrentar.
As horas se passaram, e eu me vi duas horas em pé, com CD e câmera nas mãos...
Chega um dos organizadores e anuncia que as fotos passarão a ser feitas em grupos, por mim tudo bem, tinha ido com uma amiga mesmo.
Os minutos se passam e o indivíduo retorna, anunciando que teríamos que escolher entre fotos ou autógrafos, por causa do tempo. Tudo bem, ainda assim eu chegaria perto dele.
Da próxima vez que ele apareceu já disse que só viriam fotos, o que irritou bastante minha amiga, que desejava um autógrafo.
Enfim, minha esperança demora um pouco a se tocar, portanto ela ainda permanecia em mim.
Até que,
Na ultima vez em que aparecera, o encarregado da produção acabou com a nossa alegria:
-Lenine vai embora, o vôo adiantou.
Como assim Brasil, o vôo adiantou?!
Toda a ansiedade que tomava conta de mim durante a semana se transformou numa profunda decepção e tristeza.
Ainda cheguei a vê-lo, bem na minha frente (educadamente desculpando- se com o público), mas logo os flashes tomaram conta e ele desapareceu em meio à multidão.
Não abracei meu GALEGO,
Só me resta escutar o CD novo que adquiri!
Na próxima vez eu consigo...
Há se consigo!
(Créditos a Mariane Monteiro, que me acompanhou nessa triste jornada e sugeriu o título do post).
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
medo.
Medo de sorrir,
Medo de amar,
De correr atrás dos sonhos,
Começar,
Recomeçar.
Medo do futuro presente,
Do que está adiante,
Do que não se pode adivinhar.
O que me espera?
Solução,
Realização ou
Decepção?
Suponho que, para começar,
Basta-me a idealização.
Por: Ilka souza
(Imagem: O Grito, de Edvard Munch)
(Imagem: O Grito, de Edvard Munch)
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Não há palavras!
Já se passaram três dias e ainda não me recuperei totalmente do show ocorrido no dia quinze de outubro de dois mil e dez.
Como assim passou tão rápido? Foram meses e meses de idealização.
A sensação de ter estado lá não cabe em palavras. A energia que se passou entre banda e público foi tão contagiante que, se houvesse alguém que não fosse fã por lá, se tornaria na hora.
Sim, passei três horas, ou mais, em pé. Sim, o show terminou rápido demais para o que eu esperava, e sim, eles não tocaram todas as músicas que eu planejava, mas...
EU FUI AO SHOW DOS LOS HERMANOS,
eu estava Lá!
E isto supera qualquer crítica ou o que quer que seja que tenha acontecido.
Eu senti de perto o que eu só pude sentir, em parcelas, quando ouvia um cd ou assistia a algum dvd.
Eu pude sentir as letras e os arranjos percorrerem a minha pele, enquanto de olhos fechados cantava as músicas, emendando no coro daquele público apaixonado.
Los Hermanos, Recife ama vocês...
eu amo vocês.
Vídeo: A Flor
http://www.youtube.com/watch?v=AJALuKYRyPY
Por: Ilka Souza
Como assim passou tão rápido? Foram meses e meses de idealização.
A sensação de ter estado lá não cabe em palavras. A energia que se passou entre banda e público foi tão contagiante que, se houvesse alguém que não fosse fã por lá, se tornaria na hora.
Sim, passei três horas, ou mais, em pé. Sim, o show terminou rápido demais para o que eu esperava, e sim, eles não tocaram todas as músicas que eu planejava, mas...
EU FUI AO SHOW DOS LOS HERMANOS,
eu estava Lá!
E isto supera qualquer crítica ou o que quer que seja que tenha acontecido.
Eu senti de perto o que eu só pude sentir, em parcelas, quando ouvia um cd ou assistia a algum dvd.
Eu pude sentir as letras e os arranjos percorrerem a minha pele, enquanto de olhos fechados cantava as músicas, emendando no coro daquele público apaixonado.
Los Hermanos, Recife ama vocês...
eu amo vocês.
Vídeo: A Flor
http://www.youtube.com/watch?v=AJALuKYRyPY
Por: Ilka Souza
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
De meses a dias!
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota(...)
15 de outubro de 2010, Los Hermanos retornará ao Recife.
Por: Ilka Souza
domingo, 10 de outubro de 2010
Luto
A dor repentina provoca diferentes reações.
Podemos estar em nosso lugar preferido e não conter as lágrimas, procurar pernas para manter- se em pé, desejar por tudo o que é mais sagrado ter alguém ao nosso lado e que tudo não passe apenas de um sonho.
Ao mesmo tempo, queremos sumir do mundo, estar sozinhos e ficar obtusos sobre tudo o que nos rodeia.
Um momento de diversão nos faz rir, faz esquecer tudo o que aflige a alma.
Um momento de solidão faz chorar, trás lembranças de tudo o que já passou.
Contudo, estando em momentos tão distintos sempre queremos o contrário:
Quando acompanhados, rodeados pelas pessoas que querem nos ver sorrir, desejamos estar sós.
Já quando a solidão se anuncia, aquelas pessoas seriam bem vindas, e como seriam.
Há dor bipolar...
Por que não me abandonas?!
(f)
Por: Ilka Souza
Podemos estar em nosso lugar preferido e não conter as lágrimas, procurar pernas para manter- se em pé, desejar por tudo o que é mais sagrado ter alguém ao nosso lado e que tudo não passe apenas de um sonho.
Ao mesmo tempo, queremos sumir do mundo, estar sozinhos e ficar obtusos sobre tudo o que nos rodeia.
Um momento de diversão nos faz rir, faz esquecer tudo o que aflige a alma.
Um momento de solidão faz chorar, trás lembranças de tudo o que já passou.
Contudo, estando em momentos tão distintos sempre queremos o contrário:
Quando acompanhados, rodeados pelas pessoas que querem nos ver sorrir, desejamos estar sós.
Já quando a solidão se anuncia, aquelas pessoas seriam bem vindas, e como seriam.
Há dor bipolar...
Por que não me abandonas?!
(f)
Por: Ilka Souza
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O Relógio
4.
Quando por algum motivo
a roda de água se rompe,
outra máquina se escuta:
agora, de dentro do homem;
outra máquina de dentro,
imediata, a reveza,
soando nas veias, no fundo
de poça no corpo, imersa.
Então se sente que o som
da máquina, ora interior,
nada possui de passivo,
de roda de água: é motor;
se descobre nele o afogo
de quem, ao fazer, se esforça,
e que ele, dentro, afinal,
revela vontade própria,
incapaz, agora, dentro,
de ainda disfarçar que nasce
daquela bomba motor
(coração, noutra linguagem)
que, sem nenhum coração,
vive a esgotar, gota a gota,
o que o homem, de reserva,
possa ter na íntima poça.
João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina)
Quando por algum motivo
a roda de água se rompe,
outra máquina se escuta:
agora, de dentro do homem;
outra máquina de dentro,
imediata, a reveza,
soando nas veias, no fundo
de poça no corpo, imersa.
Então se sente que o som
da máquina, ora interior,
nada possui de passivo,
de roda de água: é motor;
se descobre nele o afogo
de quem, ao fazer, se esforça,
e que ele, dentro, afinal,
revela vontade própria,
incapaz, agora, dentro,
de ainda disfarçar que nasce
daquela bomba motor
(coração, noutra linguagem)
que, sem nenhum coração,
vive a esgotar, gota a gota,
o que o homem, de reserva,
possa ter na íntima poça.
João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina)
Lágrimas
Pena que lágrimas não suprem cada veia que pulsa de raiva em meu corpo,
Pena que lágrimas não me mostram uma solução para mudar tudo o que há de errado na minha vida.
Se essas lágrimas nos pudessem fazer desaparecer,
Talvez nem ter nascido...
Elas bem que poderiam ser úteis.
Se elas suprissem essa vontade de gritar e de mandar para lugares indevidos pessoas que, mesmo alegando nos amar, nos ferem, constrangem e nos forçam a ficar inclusos dentro de nós mesmos,
Há, eu me dissolveria em lágrimas.
Por: Ilka Souza
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O Semeador de Estrelas
Estava eu fazendo um de meus inúmeros trabalhos de escola, quando encontro uma imagem interessante.
Trata-se de uma estátua chamada "O Semeador de Estrelas", localizada em Kaunas, Lituânia.
PS: As estrelas são feitas por grafitagem, arte urbana.
Por: Ilka Souza
terça-feira, 27 de julho de 2010
Falando em amizade
Às vezes bate aquele egoísmo que me faz pensar “não preciso de ninguém”, geralmente isso acontece quando alguém me decepciona profundamente, por vezes até sem perceber.
Deixei-me levar pelo tédio e comecei a ler perfis de horóscopo, no caso escorpião (meu signo), o engraçado é que me identifico em algumas coisas como: saber analisar o que as pessoas ao meu redor estão pensando. Sabe de vez em quando ser tão sensitiva é um pouco complicado, por notar as coisas com facilidade, esqueço que nem todo mundo é capaz disso e acabo por não mostrar os sentimentos de uma forma a se fazer entender.
É aí que percebemos a importância de ter por perto pessoas que já te conhecem em tal profundidade que, em primeiro momento parecem dividir certa “telepatia” com você, mas que na verdade sabem o que se passa em cada veia do seu coração, que sabem o que cada batimento cardíaco quer dizer, muitas vezes até antes de você se dar conta de seus próprios anseios.
Como é bom ter amigos de verdade e poder dividir uma lágrima, um sorriso, até mesmo uma neura que, para ‘meros mortais’, não têm nenhuma importância, mas que para você pode ser a maior catástrofe do mundo (ao menos até você cair em si). Como é bom não fazer ‘nada’ acompanhada por quem divide esse prazer com você, como é bom falar sobre bandas que ninguém mais conhece, mas que pra vocês é o melhor som do mundo.
Realmente é um tremendo egoísmo achar que não precisamos de ninguém, mesmo sob efeito de fúria, sempre precisamos de alguém para desabafar, principalmente quando esse alguém pode ser chamado de AMIGO.
Por: Ilka Souza
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