quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ciclo ocioso



Sem conseguir distinguir o que quero,
Quando quero
E para que quero,
Construo e desmantelo.
Quero o que escrevo.
Escrevo o que percebo,
Os fatos atropelo,
Contra o mundo me rebelo!

Mas cadê o meu espelho?
Não há inspiração no que expresso.
Com a verdade, suponho ter um elo.
Porém, não enxergo o meu reflexo...
Esta realidade não me convence.
Onde estão as respostas para as minhas dúvidas?
São, pois, tão provocantes que às vezes duvido que sejam puras;
São cruas, me machucam por serem assim, tão duras.

Acredito que  a solução seja um abraço,
Daqueles..., como digo? Bem apertados!
Onde o seu sorriso me recorde a lua,
Onde dentro de mim eu encontre a tal cura
Desta confusão em que se encontra a minha...,

Ahhh! E  assim recomeça o velho ciclo,
Com que palavra terminar o verso escrito?!                            

 Ilka Souza


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